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  • Claudio Pfeil

HOMELESS JESUS

Uma escultura nos impactou fortemente em Roma: um humano abandonado no banco da Praça. Seu realismo é tal que, no lançar da vista, achamos que havia alguém embrulhado num pano ou saco plástico. Cena a qual estamos no Brasil e em grande parte do planeta, infelizmente, tão acostumados. Ao nos aproximar, nos demos conta do que se trata: "Homeless Jesus", obra de Timoty Schmalz. O pé tinha a marca da pregação na cruz. Uma frase: "Estava abandonado e você me visitou". No dia seguinte, encontramos por acaso uma variante da obra do mesmo autor. Era o mesmo homem abandonado com a marca da pregação na mão. Eu me pergunto se não é esse o mais essencial do que chamamos genericamente de espiritualidade, e que Cristo - e tantos outros - encarnaram de forma concreta, política: ir ao encontro dos que estão no abandono. Eis a mensagem que envio a mim mesmo, a qual faço ecoar a vocês: é preciso ir ao encontro do abandono a cada dia e solidarizar-se com ele. Não por se sentir superior ou caridoso: mas por imperativo humano. Só há humanidade de verdade quando todos se dispõem a encontrar Jesus abandonado uns nos outros. Claudio Pfeil

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