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  • Claudio Pfeil

INFÂMIA MAIOR

Os argentinos criaram o Museu do Terrorismo de Estado e o Parque da memória às vítimas da Ditadura, ambos em Buenos Aires. Há um monumento com nomes de todos os mortos e desaparecidos, incluindo mulheres grávidas. É um murro no estômago, na consciência.


Faz a gente se envergonhar do humano pela vileza, crueldade. Mas faz a gente também se orgulhar do humano pela capacidade de gravar o passado, chamar para si a responsabilidade dos fatos mais atrozes, e refletir sobre eles para não os repetir. É nossa única chance de salvação.


É infame que o Brasil ainda não tenha feito o mesmo. Quando crimes de Estado não são reconhecidos pelo próprio, fantasmas nostálgicos do fascismo sempre rondam. É o que estamos assistindo com Bolsonaro.

E a infâmia maior: 57 milhões de brasileiros o terem eleito cientes da apologia que faz da tortura, dentre outros crimes.

Qualquer justificativa de voto em quem declaradamente é cúmplice dos assassinatos da ditadura é inaceitável. O mesmo vale para quem fica em cima do muro bancando o “isentão” e é conivente com um fascista.

Claudio Pfeil 30/7/2019


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